I. Características básicas das ondas de rádio
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1.1 Definição de Ondas de Rádio
As ondas de rádio servem como portadoras de sinais e energia, geradas pelo acoplamento mútuo de campos elétricos e magnéticos oscilantes, obedecendo à lei de acoplamento alternado de "eletricidade gera magnetismo e magnetismo gera eletricidade". Durante a propagação, os campos elétrico e magnético são sempre perpendiculares entre si e ambos perpendiculares à direção de propagação da onda, tornando-as **Ondas Eletromagnéticas Transversais (ondas TEM)**.
A sua geração tem origem em circuitos oscilantes de alta frequência: quando a corrente num circuito muda rapidamente ao longo do tempo, um campo eletromagnético alternado é excitado no espaço circundante. Assim que este campo eletromagnético se desprende da fonte de ondas, propaga-se pelo espaço sob a forma de ondas de rádio, sem depender de qualquer meio — podendo mesmo transmitir-se no vácuo.
1.2 Relação entre comprimento de onda, frequência e velocidade de propagação
A fórmula fundamental que rege a relação entre o comprimento de onda (λ), a frequência (f) das ondas de rádio e sua velocidade de propagação (velocidade da luz \( C \) no vácuo, aproximadamente \( 3×10^8 \, \text{m/s} \)) é:
\[ \lambda = \frac{C}{f} \]
**Conclusão Principal**: No mesmo meio, a frequência e o comprimento de onda são estritamente inversamente proporcionais — quanto maior a frequência, menor o comprimento de onda. Essa relação determina diretamente as dimensões de projeto das antenas: por exemplo, o comprimento de onda de uma antena.
Wi-Fi de 2,4 GHz
O sinal tem aproximadamente 12,5 cm, o que corresponde a um comprimento de antena dipolo de meia onda de cerca de 6,25 cm; para um
700MHz
Para sinais de comunicação de baixa frequência, o comprimento de onda é de aproximadamente 42,8 cm, exigindo um dipolo de meia onda com comprimento de 21,4 cm. Além disso, o desempenho elétrico de uma antena (como eficiência de radiação, ganho e impedância) está diretamente relacionado ao seu **comprimento elétrico** (a razão entre o comprimento físico e o comprimento de onda). Na prática da engenharia, o comprimento elétrico necessário deve ser convertido no comprimento físico específico para garantir o funcionamento adequado da antena.
1.3 Polarização das Ondas de Rádio
A polarização refere-se à variação da direção do campo elétrico à medida que uma onda de rádio se propaga, determinada pela trajetória espacial do vetor do campo elétrico, formando um espectro completo: **Polarização Circular ← Polarização Elíptica → Polarização Linear**. As principais características e aplicações de cada uma são as seguintes:
**Polarização Linear**: A direção do campo elétrico permanece fixa, sendo esta a forma de polarização mais comum. Uma onda com campo elétrico perpendicular ao solo é uma **onda polarizada verticalmente**, que apresenta forte resistência à interferência por reflexão no solo e é adequada para comunicações móveis terrestres (por exemplo, estações base 2G/3G tradicionais); uma onda com campo elétrico paralelo ao solo é uma **onda polarizada horizontalmente**, comumente utilizada em transmissões de rádio e televisão, comunicações por retransmissão de micro-ondas e outros cenários.
- **Polarização Circular**: A trajetória do vetor do campo elétrico é circular, dividida em **polarização circular à esquerda** e **polarização circular à direita**, que são mutuamente exclusivas (uma antena de polarização circular à esquerda só pode receber ondas polarizadas circularmente à esquerda e vice-versa). Sua principal vantagem é a forte resistência à interferência de múltiplos caminhos e à torção de polarização, tornando-a amplamente utilizada em comunicações via satélite (por exemplo,
Beidou
,
GPS
satélites), controle remoto de veículos aéreos não tripulados (VANTs) e outros cenários.
**Polarização Elíptica**: A trajetória do vetor do campo elétrico é elíptica, sendo esta a forma geral de polarização. A polarização circular ocorre quando os eixos maior e menor da elipse são iguais, e a polarização linear ocorre quando o eixo menor tende a zero. Em ambientes de comunicação reais, devido a reflexões multicaminho, oclusão por obstáculos e outros fatores, ondas polarizadas linearmente ou circularmente puras são frequentemente convertidas em ondas polarizadas elipticamente.
1.4 Propagação por Múltiplos Caminhos
Quando as ondas de rádio se propagam, além das ondas diretas, elas sofrem reflexão, difração e transmissão ao encontrarem obstáculos como colinas, florestas e edifícios, resultando na recepção simultânea de ondas de rádio por múltiplos caminhos pelo terminal receptor — um fenômeno conhecido como propagação por múltiplos caminhos. Seus principais impactos incluem: (1) Complicar a distribuição da intensidade do sinal, causando "desvanecimento por sombra" e "desvanecimento rápido", levando a flutuações severas na intensidade do sinal no receptor; (2) Alterar a direção de polarização da onda de rádio, resultando em incompatibilidade de polarização e reduzindo a intensidade do sinal recebido; (3) Gerar dispersão de atraso (a diferença de tempo entre os sinais que chegam por diferentes caminhos), causando interferência intersimbólica; (4) Causar superposição (amplificação) ou cancelamento (enfraquecimento) local do sinal, dependendo da relação entre a diferença de caminho e o comprimento de onda. Por exemplo, em áreas urbanas densas, as reflexões dos edifícios geram um grande número de sinais de múltiplos caminhos, levando a flutuações frequentes na intensidade do sinal recebido pelos telefones celulares.
A principal solução para esse problema é a **tecnologia de recepção por diversidade**, que recebe e combina sinais de múltiplos caminhos para mitigar a interferência. Ela se divide em duas categorias:
1. **Diversidade Espacial**: Utiliza múltiplas antenas de polarização única com um espaçamento espacial adequado (maior que 10 vezes o comprimento de onda) para receber sinais por diferentes caminhos. Adequado para cenários com baixos requisitos de polarização.
2. **Diversidade de Polarização**: Aproveita as características ortogonais de antenas de dupla polarização para receber simultaneamente dois sinais polarizados verticalmente (por exemplo, +45°/-45°). Devido à baixa correlação dos sinais, a saída combinada melhora significativamente a confiabilidade da recepção, tornando-se a solução predominante atualmente.
5G
estações base.


















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